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Seejuv participa de live para discutir políticas públicas antirracistas adotadas pelo Governo do Maranhão por meio do Decreto Juventude Viva

Em 24/06/2020

LIVE SEDIHPOP-SEEJUV-SEIR

Depois de discutir a importância da saúde mental na população negra, propomos um debate sobre as políticas públicas antirracistas adotadas pelo Governo do Maranhão. Nesta terça (23), em nosso canal no YouTube – Direitos Humanos Maranhão, realizamos a live “Decreto Juventude Viva: políticas públicas antirracistas”, com participação da secretária estadual da Juventude, Tatiana Pereira, da secretária adjunta de Igualdade Racial, Socorro Guterres e Taciana Cardoso, do comitê Juventude Viva de Caxias.

Para entender os impactos que o Decreto traz para a juventude negra do nosso estado é preciso compreender o processo de elaboração do plano que o originou, assim começou explicando Tatiana, secretária da Juventude. Ela explicou que o diagnóstico foi realizado in loco em nove municípios com entrevistas e formação de comitês para identificar e dialogar com as políticas de cada cidade. Por exemplo, a dificuldade do acesso à educação, assim como o fenômeno da violência sobre as jovens negras apresentam grande incidência, e é importante reduzir esse indicador.

“Escutar os jovens foi fundamental para consolidar o plano, e a assinatura do Decreto pelo Governador Flávio Dino torna a política não só de governo, mas de estado, pois sensibiliza vários órgãos no combate ao racismo institucional, e quanto mais o estado se responsabiliza por essas questões, mais temos inserção da juventude nos direitos sociais. Esse debate é importantíssimo, porque a gente fala de vidas e vidas negras importam! ”, defendeu a secretária.

A secretária adjunta de Igualdade Racial, Socorro Guterres, por sua vez, fez um panorama do Decreto como uma política de ação afirmativa, ou seja, aquela focada em grupos discriminados e vitimados pela exclusão social e econômica no passado ou no presente, com o objetivo de combater essa prática e aumentar a participação dessas minorias no processo político, no acesso à educação, saúde, emprego, dentre outros.

“É preciso que nós possamos discutir efetivamente o racismo que existe na sociedade e que trazemos para as intuições, que impedem que nossos jovens tenham acesso efetivo às políticas públicas. Não se trata de uma medida só de reparação de oportunidades historicamente negadas, mas de possibilitar implementar políticas de fato antirracistas, não basta só se dizer ser antirracista, mas executar tais práticas cotidianas. Não se tem mais condição de negar que o racismo existe no Brasil, é preciso enfrentá-lo com educação de base e responsabilização legal, uma vez que racismo é crime”, argumentou.

Uma das representantes dos municípios envolvidos, Taciana Cardoso, do comitê Juventude Viva de Caxias, compartilhou sobre a fase de escuta dos jovens. “Ouvimos jovens quilombolas, lgbts, da zona rural, jovens que muitas vezes ao ir para escola não têm alimentação adequada e aí ele se afasta da oportunidade da educação. No processo, me tornei uma jovem mãe comprometida com outros jovens, reafirmando para eles que não é a cor da minha pele ou o lugar onde eu vivo que vai fazer com que eu não ocupe todo e qualquer espaço”, disse ela sobre o apoio que os jovens sentiram na abordagem.

Por: www.sedihpop.ma.gov.br

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